Preconceito e discriminação – no Brasil existe preconceito?

A palavra preconceito é etimologicamente constituída (entende-se por etimologia o estudo do significado de uma palavra a partir dos componentes que a constituem) por duas partes diferentes: pré, que dá ideia de algo anterior, antecedente, que existe de forma primária, primeira, precedente; e conceito, aquilo que se entende ou compreende em respeito de algo, derivado do latim conseptus, que se refere à construção ideal do ser ou de objetos apreensíveis cognitivamente. A ideia do preconceito refere-se a um conceito formado em tempo anterior ou antecedente à constatação de fatos. Continuar lendo

Como lidar com a ansiedade dos jovens no ano do vestibular?

“Estamos no apogeu da indústria do lazer, mas nunca houve uma geração tão triste e depressiva como a nossa.”

(Augusto Cury)

Trabalhar com jovens me faz sentir jovem e me conduz, obrigatoriamente, a uma readaptação à realidade. Diferentes são os contextos: sociais, linguísticos e tecnológicos em que eles se encontram. Necessário manter uma conexão. Comunicação exige interação. Interagir é fundamental no papel que desempenho como orientadora educacional em um curso pré-vestibular. Continuar lendo

Responsabilidade e Autonomia

 

Os pais preocupam-se em ensinar responsabilidade aos filhos.
A responsabilidade não pode ser imposta. Ela deve crescer do íntimo, alimentada e dirigida por valores absorvidos em casa e na sociedade. Deve ser fundada em valores positivos e é preciso vê-la em seu aspecto mais amplo: o respeito. Respeito pela liberdade, pela busca da felicidade e, acima de tudo pela vida e pelo seu maior significado: o bem-estar humano.
Desejamos que nossos filhos sejam pessoas responsáveis e almejamos mais que sua responsabilidade emane dos valores mais altos da vida social. Então, devemos estar atentos à nossa postura de vida, conscientes de que a maneira pela qual nos conduzimos nas diferentes situações que surgem, será a mais eloquente forma de trabalharmos a responsabilidade nas crianças.
Usualmente tendemos a considerar o problema da responsabilidade ou sua ausência, em termos mais concretos: no quarto desordenado de nosso filho, na chegada com atraso à escola, na não realização dos deveres escolares, na desobediência mal-humorada, na má criação.
Temos que levar em conta todo o processo interno da criança, para compreendermos o porquê de suas reações às nossas ordens.
É importante que a criança absorva certos valores, mas é preciso também ter consciência de que tais valores não podem ser transmitidos diretamente. Eles são absorvidos e se tornam parte da criança, somente através de sua identificação com pessoas que tenham ganho o seu amor e respeito. Deste modo, o problema da responsabilidade nas crianças será relacionado com os pais, ou mais precisamente, com os valores paternos, tal como foram expressos nos seus métodos de educá-las.
Reflitamos sobre um aspecto de extrema importância no contexto: a criança que é sempre instruída sobre o que fazer, e por essa razão tem poucas oportunidades de externar sua opinião, fazer escolhas e desenvolver padrões pessoais, poderá tomar decisões irresponsáveis, apesar de ter hábitos de polidez, organização e asseio.
As crianças não nascem com um sentido de responsabilidade desenvolvido e nem o adquirem automaticamente a partir de uma determinada idade. A responsabilidade vem devagar e através de muitos e longos anos. Requer prática diária no exercício de julgamento e na escolha dos assuntos apropriados a cada idade e capacidade de compreensão.
A educação para a responsabilidade pode começar muito cedo na vida da criança. É favorecida se deixarmos às crianças a capacidade de opinar e, em determinados casos, de decidir sobre assuntos que lhes digam respeito. Uma distinção deliberada é feita aqui entre opinião e decisão. Há assuntos que estão inteiramente dentro do campo de responsabilidade da criança. Em tais matérias, ela deveria ter o direito de escolher. Há, entretanto, outros assuntos, principalmente os que dizem respeito ao seu bem-estar, que estão no âmbito de nossa responsabilidade. Nestes casos, ela pode opinar, mas não decidir.

O que é necessário é uma clara distinção entre estes dois campos de responsabilidade. Em diversas áreas de vivência, a criança tem oportunidade de exercitar o seu direito de escolha, preparando-se para assumir responsabilidades. O que não se pode, porque as estruturas das crianças não o permitem, é abrir um leque muito grande de opções. Os pais selecionam as situações e a criança faz a escolha.
Em vez de perguntar a um menino pequeno “O que você quer para café?” perguntaria: “Você quer sua vitamina quente ou fria?”
Analisemos um momento significativo, com a entrada da tarefa formal e sistematizada que cabe à criança: os deveres de casa.
Desde o primeiro ano de escola, a atitude dos país deve dar a entender que os deveres de casa são da responsabilidade exclusiva do aluno o que não significa que não se possa ajudar caso seja solicitado. Mas quando um pai assume a responsabilidade pelo dever, e a criança o permite, aquele nunca mais se liberta de tal situação. O dever pode, então, tornar-se uma arma nas mãos dos filhos para punir, chantagear e explorar os pais. Muitos conflitos poderiam ser evitados, se os pais demonstrassem menos interesse nos pequenos detalhes dos exercícios da criança e se preocupassem em pontuar que “o dever é da sua responsabilidade e é para você o que o trabalho é para nós.”
O principal valor do dever é propiciar às crianças experiência de trabalho por conta própria, um trabalho que ela seja capaz de executar com o mínimo de ajuda alheia.
É preciso destacar, no entanto, que, se a criança solicita ajuda, essa ajuda não deve ser negada, embora devamos conduzir a situação de forma a que a criança, ela própria, encontre o caminho. Mas não delegar à escola o papel de orientar que cabe aos pais.
Uma atuação direta dos pais, sem respeito ao espaço da criança ou às suas reais necessidades, estará informando à criança que sozinha ela é incapaz. Todavia, a ajuda indireta é indispensável. Esse tipo de ajuda se traduz no espaço adequado para o trabalho de casa (isolamento, livros de referência, mesa, iluminação), no estabelecimento conjunto da melhor hora para realização dos deveres e na disponibilidade possível.
Algumas crianças gostam de estar perto de um adulto enquanto trabalham nas suas obrigações. Por que não as deixar próximas ao local onde os pais estão trabalhando? É uma questão de estar disponível…
Nos tempos modernos as crianças têm muitas atividades – balé, judô, natação – e o tempo que lhes sobra para simplesmente brincar é pequeno. De repente, tal compulsão gera conflitos em relação às tarefas escolares. São tantas as ocupações e responsabilidades que a criança se vê incapaz de corresponder a todas elas. Por outro lado, pais também sobrecarregados não conseguem evitar e administrar os conflitos.
Outra situação geradora de conflitos é a falta de um limite onde a criança seja levada a perceber claramente a importância dos deveres de casa, para ela própria, e, não, para os pais ou professores. Voltamos, aí, ao problema da seleção de opções e ao campo de responsabilidade da criança.

Não serão as sanções da escola que permitirão à criança desenvolver mais claramente a noção de responsabilidade.
Muitas crianças capazes desleixam com seus trabalhos e rendem pouco na escola por uma revolta inconsciente contra as ambições de seus pais. Para crescer e amadurecer, cada criança precisa conseguir um senso de responsabilidade calcado na individualidade. Quando os pais se envolvem muito emocionalmente com os resultados escolares da criança, esta sofre interferência na sua autonomia. Ela passa a delegar aos pais as responsabilidades que seriam suas, bem como o significado dos trabalhos escolares e dos resultados que deles advêm. Estabelece-se, então, um jogo, onde a busca da individualidade pode levar a criança a falhar e a se satisfazer com o insucesso como forma inconsciente de rebelar-se contra a expectativa ou mesmo as atitudes paternas.
É claro que a resistência aos estudos não é problema simples que pode ser resolvido sendo-se rígido ou complacente com as crianças. O aumento de pressão pode aumentar a resistência da criança, enquanto uma atitude de “laissez-faire” pode levá-la à aceitação da imaturidade e da irresponsabilidade. A solução não é fácil, nem rápida. A discussão em vez de girar em torno de ESCOLA X FAMILIA, para apontar o responsável, deve converter-se em integração ESCOLA/FAMÍLIA, para auxiliar a criança a equilibrar suas relações e internalizar a satisfação com o sucesso.
Finalmente, mostrar à criança que ela é um indivíduo em seu próprio direito – à parte de nós – responsável por seus sucessos e falhas é um caminho. Quando se permite a uma criança experimentar-se a si mesma como um indivíduo com necessidades e objetivos automotivados, ela começa a assumir a responsabilidade pela sua própria vida e suas exigências, com os ganhos e as perdas que se impõem a partir de suas atitudes.
Lembramos que um bom pai, como um bom professor, é alguém que se torna gradativamente e dispensável às crianças.

Alzira Willcox

 

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MEU FILHO É MUITO ESPERTO!

Quem nunca ouviu essa exclamação? Cada vez mais os pais acreditam que o seu filho é o mais esperto de todos. Verdade seja dita, as crianças da atualidade estão, a cada dia, mais “espertas”. Mas o que significa ser esperto? No caso, ter um vocabulário amplo, reter uma quantidade enorme de informações (que normalmente incluem determinados conteúdos pedagógicos, como cores, formas, letras e números) e ter uma incrível habilidade com eletrônicos. De forma geral, são estes os quesitos avaliados quando se classifica atualmente uma criança como esperta.
Venho agora aqui tentar aprofundar esta reflexão. Será que ser esperto significa possuir apenas habilidades cognitivas? Penso que não. E a habilidade motora? E a inteligência desenvolvida por aqueles que sobem em árvores, escalam pedras, brincam de bolinha de gude, piques, constroem com areia, barro, etc? Não se enquadrariam na classificação de espertos?
E as relações interpessoais? A tão falada inteligência emocional? Fundamental nos dias de hoje. Com certeza, reside nela a esperteza maior nos tempos atuais. Saber se relacionar em qualquer ambiente, tolerar as frustrações, saber lidar e respeitar regras, ser resiliente (ou seja, conseguir sobreviver às tempestades), ser flexível, usar a criatividade, ser empático, ter iniciativa e autonomia, ser proativo, refletir sobre as próprias ações e se modificar para atingir os objetivos… Sem dúvida, essas são as características que de verdade levam os filhos a serem bem sucedidos na vida e em qualquer profissão.
Urge pensar como nós, pais e profissionais da área de educação, temos contribuído para que as crianças desenvolvam essas características.
Nas famílias, tratados como príncipes e princesas, de forma geral frutos de um grande projeto dos pais que não pode fracassar, as crianças desenvolvem o individualismo, o consumismo, o materialismo, a competitividade e a dificuldade de lidar com frustrações.
Nas escolas, muitas vezes, reforçamos a competição no lugar da colaboração, não incentivamos a criatividade, a iniciativa, a flexibilidade, a solidariedade.
Como psicóloga clínica e escolar de crianças e adolescentes, e mãe, penso ser urgente repensar a nossa classificação de “esperto” e avaliar no que devemos de fato investir na educação das crianças. Duas palavras, no meu ponto de vista, resumem o essencial: FIRMEZA E AFETO.

*Rita Melo – Terapeuta Cognitivo-Comportamental Crianças e Adolescentes, Psicomotricista, Psicóloga Escolar e Consultora em Desenvolvimento Infantil.

Pode-se fazer musculação para o cérebro?

Pergunta estranha, mas não descabida. Explico por quê.
Pesquisas na Inglaterra, principalmente, dão conta de que o aprendizado de uma segunda língua tem para o cérebro o mesmo efeito que os exercícios físicos para os músculos. Após analisar imagens de exames cerebrais em pessoas que falam pelo menos dois idiomas fluentemente e cotejá-las com imagens de cérebros de pessoas que só falam a língua materna, cientistas concluíram que o aprendizado de idiomas exercita o cérebro. E mais ainda, com o seguimento da pesquisa, outra revelação – os cientistas concluíram que o impacto positivo do aprendizado de um segundo idioma é muito maior na infância, quando o cérebro está em desenvolvimento. Continuar lendo

Meu filho não está indo bem na escola. Por quê?

Há muitas razões, de fato, lacunas na aprendizagem, inadaptação à metodologia da escola, ansiedade, malandragem… Tudo isso pode interferir no desempenho escolar da criança e do adolescente.
O movimento dos pais, antes de punir por diagnosticar malandragem, deve ser o de chegar junto, aproximar-se, ouvir os filhos e também procurar a escola.
Muitas vezes – não são poucas – há um descompasso entre o nível de exigência da família e o da escola. Os valores de um e de outro. Continuar lendo

Bullying – sempre uma preocupação

Bullying é uma forma cruel, intencional, repetitiva de agir, muito comum em escolas, principalmente. São atitudes que intimidam, amedrontam e geralmente partem de um grupo de alunos, ou de um apenas, contra um colega. Os motivos podem ser muitos.
O que induz à escolha de um colega para ser a vítima do bullying? Geralmente o escolhido apresenta alguma característica que chama a atenção. Pode ser no aspecto físico em que tudo pode se tornar motivo para o bullying. Basta sair dos padrões que o grupo tomou a si. E se o colega for tímido ou introvertido se torna o alvo perfeito.
Reconhecer a vítima de bullying não é difícil, nem para os pais, nem para a escola. À escola basta a observação da dinâmica em sala de aula. Não negligenciar as atitudes dos que implicam (bullies) e agir para impedir que haja opressores e oprimidos em sala. Não é tarefa fácil, mas não é também impossível. Uma equipe de apoio competente pode ajudar o professor. Continuar lendo

O profissional do terceiro milênio – como prepará-lo.

O mundo mudou significativamente com a implementação das pesquisas sobre o desenvolvimento infantil e do adolescente, graças aos progressos da psicologia, pedagogia e neurociência. Agora sabemos sobre a importância das relações com professores, pais e adultos em geral para que a criança tenha uma boa formação com valores que lhes deem suporte. A tarefa dos professores vai muito além do ensinar. Crianças merecem ter uma vida significativa e plena para além de medidas externas de sucesso. Professores precisam desenvolver as habilidades internas em sala de aula e não só transmitir conhecimento. O conhecimento hoje é de fácil acesso e à escola cabe ir muito além da simples transmissão de conhecimento, do estímulo constante à memorização. À escola hoje cabe estimular o desenvolvimento de oito qualidades que são requeridas no novo milênio. Continuar lendo

Formato de teste inovador: Social Media Quiz

Esta semana nossos alunos a partir de kids 4 farão nosso social media quiz, que é um teste baseado em memes e charges compartilhadas em facebook, instagram e twitter. Nossos alunos aprendem se divertindo.
“Uma parte muito bacana sobre esse quiz é no momento da aplicação, ver nossos alunos rindo dos memes! Sinal de que entenderam a piada!” – Luciana Trouche, coordenadora WOWL.

May Newsletter!

No mês em que a nossa Corujinha completa 1 ano, também é comemorado o Dia das Mães, e a WOWL não poderia deixar essa data passar em branco.
Nossos Alunos fizeram vídeos declarando seu amor (em inglês é claro!) para as mamães e o resultado foi emocionante!

  • Nova unidade WOWL na Tijuca

A  nossa CEO Bia Willcox selou o primeiro contrato de associados WOWL. Em breve a unidade WOWL Tijuca estará a todo vapor.

Para mais informações:

21  3173-9561

  • Cuidando do Meio Ambiente

A WOWL se preocupa com o meio ambiente e por isso, no dia 5 de junho de 2017, quando acontece o World Environment Day (WED) faremos uma aula com discussões sobre como ajudar o planeta e daremos dicas com simples ações que podemos ter em nosso dia-a-dia,  encorajando outras pessoas a ajudarem também.

Confira mais no site da Unep:

https://unep.bsd.net/page/event/detail/wp8

  • Curso de Robótica no WOWL

Em maio, as aulas do módulo 1 de Robótica da Play2Learn começaram: os alunos estão aprendendo a programar em Scratch e se divertindo bastante.

Confira como foi a aula:

https://www.youtube.com/watch?v=GyAjBv5lvA0&feature=youtu.be

  • Radio WOWL

Os nossos preschoolers agora terão acesso à sua propria rádio – a Rádio Wowl, com hits tocados em sala pelo professor.

Em breve os responsaveis receberao a senha da radio pra tocar as musicas das aulas de Ingles em casa ou no carro!

http://www.wowl.com.br/wowl-radio/

 

  • | WOWL Education Programa de Matemática Oficial das Escolas Americanas

No nosso programa bilíngue para alunos do Fundamental 1 os alunos vem seguindo o programa de Matemática oficial das escolas americanas e aprendendo a resolver problemas de lógica em Inglês.

https://www.youtube.com/watch?v=-KREgbr2_XI&feature=youtu.be

Brazilian June Festivals

June Festivals are a traditional festival in Brazil. They are somehow similar to some American traditions, as we all get dressed in our best redneck clothes, listen to country music and do a sort of line dancing called “quadrilha”. We light bonfires and eat lots of special food like corndog, popcorn, pumpkin heart-shaped sweet, and many more decadent treats during the festival. If you don’t know the Brazilian June Festival, it’s definitey a tradition worth living! 

 Festas Juninas são um festival tradicional no Brasil. Eles de certa forma lembram algumas tradições americanas, já que nos vestimos com nossas melhores roupas caipiras, ouvimos música country e fazemos uma espécie de “line dancing“, chamada quadrilha. Nós fazemos fogueiras e comemos comidas especiais como salsichão, pipoca, doce de abóbora e muito mais doces deliciosos durante a festa.Se você não conhece a festa junina brasileira, é realmente uma tradição que vale à pena vivenciar!

Confira algumas festas de escolas parceiras que vão rolar esse final de semana:

  • Arraia do Zacca (Colégio Zaccaria) 10/06 – a partir de 15h.

http://www.zaccaria.g12.br/

  • Festa Junina Mello Mattos 10/06 – a partir de 12h.

  • Festa Junina Me Ninar 10/06 – a partir de 14h (Festa fechada para família de alunos, esperamos que aproveitem)